A Doctela editou e finalizou um lote de 12 vídeos para o portal Conectedance, canal de difusão da dança na internet.
Segundo a coordenadora do projeto, Ana Francisca Ponzio o objetivo do Conectedance é “Colocar em evidência a dança e aqueles que a produzem; colaborar com a circulação de informação e conhecimento sobre a área; estabelecer e aprimorar um canal de difusão dirigido não só para especialistas mas também para o público em geral; despertar interesse e ampliar plateias para uma área que lida com lacunas na mídia convencional.
Os vídeos estão sendo publicados no portal ConecteDance, ou podem ser acessados diretamente no canal do Vimeo. :
Este vídeo mostra trechos de uma gravação histórica do dueto “PA RT”, apresentado em 1983 em Nova York por Lisa Nelson e Steve Paxton, mestres da improvisação e personalidades históricas da dança moderna/contemporânea. Em entrevista preciosa, Lisa fala sobre o momento histórico em que o pós-modernismo eclodiu nos Estados Unidos na década de 1960, sobre sua parceria com Paxton, sobre sua pesquisa para a composição de movimentos.
Lisa Nelson, uma das artistas mais importantes da dança pós-moderna norte-americana, fala sobre sua pesquisa intitulada Tuning Scores, valioso instrumento para a composição de movimentos e que questiona a relação entre o corpo e a imaginação. Este vídeo também mostra Lisa em cena, na performance Attentionography, apresentada em Paris e em São Paulo, em 2014 (com participantes brasileiras).
Este vídeo tem como foco a dança africana representada pelo trabalho de Germaine Acogny e seu filho, Patrick Acogny. Personagem mítica da cultura africana, Germaine fundou no Senegal a Ecole de Sables (leia mais no link). Veja entrevista com Patrick Acogny, que fala sobre o espetáculo apresentado em 2014 em São Paulo, no Sesc Pinheiros, sobre o trabalho que desenvolve junto com sua mãe, sobre a dança contemporânea na África.–
O bailarino e coreógrafo Eduardo Fukushima, de São Paulo, fala sobre seu trabalho, carreira e, especialmente, sobre Homem Torto, solo que surgiu a partir de uma residência artística realizada em Taiwan com Lin Hwai-min, o renomado coreógrafo e escritor, fundador da companhia Cloud Gate Dance Theatre. O espetáculo estreou em 2014 e já foi apresentado em vários países da Europa, Ásia e América. Homem Torto é desconfortável em si – uma dança não simétrica, que sugere um corpo frágil, mas com o vigor dos fortes.–
O coreógrafo norte-americano Alonzo King, que já foi comparado a William Forsythe por causa das novas perspectivas que ele cria para a técnica clásica, dirige a companhia LINES Ballet em San Francisco (EUA) desde 1982. Em 2014, o grupo apresentou no Teatro Alfa (São Paulo, SP) o espetáculo Constellation, que explora a orientação dos corpos com relação à luz. Nascido no estado americano da Georgia, em 1952, ele fala, em entrevista, sobre suas concepções estéticas e sobre a importância de se inserir a arte no processo educacional.–
O espetáculo que a companhia dirigida por Vanessa Macedo estreou em 2014 explora o sentido da palavra “ruptura” sob a perspectiva do humor, da crítica e da ironia. Em entrevista, a coreógrafa fala sobre Aos vencedores, as batatas, sobre sua trajetória e expressa seus pensamentos como artista da dança.–
No vídeo sobre a criação mais recente da companhia, os bailarinos e coreógrafos Key Sawao e Ricardo Iazzetta, junto com o arquiteto e cenógrafo Hideki Matsuka falam sobre o espetáculo e suas atuações na dança.–
Divineia, de Jorge Garcia, foi concebido originalmente para o Balé da Cidade de São Paulo e remontado em 2014 para a J.Gar.Cia Dança Contemporânea, companhia fundada e dirigida pelo coreógrafo e autor do espetáculo.O livro EstaçãoCarandiru, de Drauzio Varella, foi um dos pontos de partida de Divineia, nome dado pelos presidiários ao pátio onde fica a sala de revista corporal. Em entrevista, Jorge Garcia fala sobre esta criação e sua poética e também sobre sua carreira de bailarino e coreógrafo.
O tema central de Sob o Meu, o Nosso Peso é a memória – de um lugar na cidade de São Paulo, do corpo, da própria existência. Concebido e interpretado por Zélia Monteiro, este solo inspirado na história familiar da artista, estreou em outubro de 2014 na Escola de Meninas da Vila Maria Zélia, primeira vila operária da capital paulista, hoje tombada pelo patrimônio histórico. Veja entrevista de Zélia, sobre este trabalho que ganhou o Prêmio Denilto Gomes na categoria solo-improvisação.–
A norte-americana Lori Belilove dirige em Nova York a Isadora Duncan Dance Foundation, onde procura difundir a consciência e a compreensão sobre o legado de Isadora Duncan (1877-1927), bailarina revolucionária e pioneira da dança moderna. Em entrevista, Lori fala sobre Isadora e sobre o intercâmbio com a escola dirigida por Fátima Suarez em Salvador (BA), com a qual realizou o espetáculo Para Sempre Isadora em 2014.–
A Akram Khan Company estreou o espetáculo iTMOi (in The Mind Of igor) em 2013, quando se comemorou o centenário de A Sagração da Primavera, música do compositor russo Igor Stravinsky (1882-1971), feita para o balé homônimo coreografado por Vaslav Nijinsky (1890-1950). Para reinterpretar a Sagração, Akram Khan imaginou o que se passou na cabeça de Stravinsky, quando compôs a obra. Veja entrevista.–
O bailarino e coreógrafo britânico de origem bengali fala sobre o solo Desh, obra-prima de seu repertório, sobre arte clássica e contemporânea, sobre dança Kathak. Entrevista gravada em outubro de 2014, no Teatro Alfa, São Paulo.